Era apenas o segundo dia desde que voltamos.
A casa parecia a mesma, mas nós estávamos diferentes. O ar entre nós estava limpo.
Estávamos na sala, Jun-ho revisando alguns documentos antes de começar a trabalhar enquanto eu terminava de ler um livro, quando ouvimos uma comoção no corredor.
Vozes alteradas. O som de corpos se chocando contra a parede.
— Senhor, você não pode entrar! — Era a voz de Ashita.
— Eu preciso falar com eles! Sai da minha frente!
Jun-ho ergueu os olhos do papel, a expressão endurecendo instantaneamente. Eu reconheci a voz. Meu estômago deu um nó, mas não de medo. De tristeza.
Alguém bateu na porta dupla com força, quase um soco.
Jun-ho fez um sinal para que eu ficasse atrás dele e caminhou até a porta. Ele abriu.
No corredor, Ashita havia acabado de derrubar Tariq no chão. Ela mantinha as mãos dele imobilizadas, o rosto no chão frio. Ashita estava com a mão na arma.
