Tivemos que ser rápidos, como ele previu, mas a urgência só deixou tudo mais intenso. Cada toque era um choque elétrico. Cada respiração ofegante que ele soltava contra o meu pescoço me fazia apertar os dedos nos ombros largos dele. Eu sentia os calos das mãos dele — as mesmas mãos que horas atrás desferiram golpes letais — me segurando com uma firmeza que era pura adoração.
Eu mordi o ombro dele para abafar um som alto demais quando o prazer explodiu, apertando os olhos, sentindo meu corpo inteiro derreter nos braços dele. Segundos depois, Jun-ho rosnou baixo contra a minha pele, os músculos das costas dele ficando rígidos como pedra sob as minhas mãos antes de ele relaxar, a respiração pesada batendo na minha clavícula.
Ficamos ali por um longo minuto, apenas tentando lembrar como se respirava.
— Eficiente... — provoquei, a voz não passando de um fio sem fôlego, enquanto descansava a testa no ombro dele.
