Cherreads

Chapter 2 - capítulo 1 - infância

(NA: Olá pessoal, espero que estejam bem, este capítulo foca na relação de Alex com sua família. Peço que por favor deem sugestões e ideias para melhorar cada vez mais).

POV - ALEX

Abro meus olhos sentindo uma leve dor de cabeça, as últimas coisas de que recordo, são de falar com Uni e ver uma luz branca extremamente forte.

Procuro ao meu redor para ver se reconheço algo, mesmo sabendo que reencarnei como irmão de Scott McCall, ainda assim não sei onde estou, tento me levantar, no entanto logo me vejo caído de volta à cama devido à dor de cabeça ter se intensificado.

Após a dor de cabeça aumentar, vieram as memórias, mesmo tendo 5 anos, muitas coisas já ocorreram e minha relação com Scott aparentemente é boa, mesmo que às vezes briguemos ou ele reclame por eu supostamente o "ofuscar".

Apesar de não ser intencional, com 3 anos eu já estava lendo, e agora que recobrei minhas memórias, sei que essa distância só irá aumentar, pelo menos até ele ser transformado, já que o conteúdo escolar para mim é fácil graças a minha experiência.

Olho ao redor do quarto.

E logo sinto o cheiro de panquecas doces que vinha da cozinha.

Havia também um leve cheiro de mofo - Provavelmente eu não abria as janelas.

A escrivaninha à minha direita com um abajur cintilando, e finalmente ao olhar para minha esquerda vejo mais uma cama, ela está levemente bagunçada, e a pessoa que estava deitada ali logo aparece.

? - Irmão, levanta logo, a mãe já disse que estamos atrasados - olho para pessoa que havia saído do banheiro meio emburrada e percebo que é Scott, minhas memórias ainda meio confusas, se ajustam lentamente, e percebo que hoje é o dia que iríamos para a floresta passar o dia e acampar.

Ainda meio grogue me levanto, e dessa vez consigo permanecer firme - Obrigado Scott, vou me arrumar, avisa a mãe e ao pai que daqui a pouco desço - 'Droga, estou sendo muito formal, é difícil agir como uma criança depois de tanto tempo sendo adulto' eu ainda me sentia estranho em falar assim com ele, mas acredito que devo me acostumar já que ainda sou novo.

Me dirigi ao banheiro e ao olhar para o espelho me surpreendo, mesmo sendo irmão gêmeo de Scott ainda somos diferentes, por exemplo, meus cabelos são mais escuros e meus olhos são de um azul royal profundo, ao contrário dos olhos castanhos claros dele, no fim acho que ainda mantive algo semelhante a minha vida anterior, mas de resto sou bem parecido com ele.

Claro, não pude deixar de dar um sorriso genuíno ao ver que realmente não era um sonho, mas logo vieram as preocupações, afinal nesse mundo o sobrenatural existe e é mais perigoso do que na série, e estamos prestes a ir para a floresta, um lugar onde adivinha só... Há muitos seres sobrenaturais em Beacon Hills, felizmente ainda estamos longe da lua cheia, o que já me deixa um pouco mais aliviado.

Dou um tapa em meu rosto para me concentrar logo, e junto com a ardência em minha bochecha começo a fazer minha higiene pessoal, arrumo levemente o meu cabelo para que fique espetado para trás, volto ao quarto para pegar uma mochila já pronta e enfim descer.

Respiro profundamente para me acalmar, e dou o primeiro passo para começar a descer as escadas, mesmo que estejam na cozinha consigo ouvir suas vozes, claro, a que mais se sobressai é a de Scott que está muito ansioso por essa viagem.

Ao chegar na cozinha, cumprimento a todos com um sorriso no rosto, me sentei ao lado de Scott, e comecei a comer, olho discretamente para meu pai, e me pergunto se ele já começou a beber, afinal, pelo que me lembro, ele fazia apenas por ter sido forçado a matar alguém, e honestamente, seria bem legal se ele ficasse com a gente dessa vez, mas ao mesmo tempo preocupante, já que ele é um excelente agente.

Estava perto de terminar o café, quando Rafael virou-se para mim e perguntou em tom um pouco preocupado se estava tudo bem, aparentemente eu estava mais quieto que o normal... 'Viu, um excelente agente, como eu disse'.

- SIM !!! - falei apressadamente e com um sorriso no rosto olhando para ele - apenas pensando em tudo que quero fazer nessa viagem - ainda falo animadamente, tentando parecer o mais infantil possível 'mesmo que a contragosto'.

Melissa deu uma risadinha ao ver minha empolgação e logo interveio em meu socorro - Relaxa querido, ele é seu filho, não um suspeito que você precisa perseguir, afinal ainda são crianças, com certeza estão animadas.

Agradeço mentalmente a ela por me salvar, já que é impossível eu agir normalmente com tanto conhecimento.

Mais alguns minutos passaram e todos terminaram de comer, Scott e eu estávamos no sofá esperando, ele agora estava com uma cara bem melhor, e pulava animadamente de um lado pro outro dizendo tudo que queria fazer.

A energia dele era tanta que me contagiou me fazendo rir de alegria, até ele me perguntar o que eu queria fazer lá, como eu disse no geral nos dávamos bem, mas o problema é que eu nunca estive em Beacon Hills em minha vida anterior, então tive que dar uma resposta vaga.

Olhando com ansiedade fingida para o relógio na parede, e com uma expressão pensativa, dei um sorriso e respondi - Brincar bastante, assar marshmallows, e escalar árvores - falo mexendo animadamente meus braços em busca de demonstrar empolgação 'droga, isso é meio vergonhoso' assenti comigo mesmo confirmando 2 vezes a ideia de escalar árvores.

Scott ficou um pouco atordoado ao me ouvir, mas logo voltou a sorrir animado com minhas ideias dizendo em tom de desafio que iria subir mais alto do que eu jamais conseguiria.

Após um tempo conversando com Scott, ouço os passos de nossos pais descendo as escadas e nos chamando para entrar no carro, Scott levantou correndo enquanto eu apenas balancei a cabeça e suspirei aliviado, voltando a sorrir e pensando que ter uma família assim e um irmão não é nada ruim.

Após 2 horas de viagem, chegamos ao local, que ficava em uma clareira linda, ao descer do carro, o cheiro de ar puro e da mata logo chegou, como ainda é cedo, era possível ver os pássaros que voavam ali perto, o barulho de um rio que corria um pouco mais distante dali, o cheiro de terra fresca que indicava uma chuva recente, honestamente abri meus braços e senti tudo isso me invadir numa sensação de nostalgia e pertencimento.

Porém - Vamos brincar logo, irmão - Scott, tão animado quanto a hora em que saímos puxava minha camiseta me chamando, o que me fez sorrir, e logo ceder, deixamos nossas bolsas perto de onde estavam nossos pais, que nos alertaram para não irmos muito longe e ficarmos dentro do alcance de visão deles.

Claro que ouvindo a eles Scott e eu brincamos bastante, mas nunca nos afastamos muito, o dia passou rapidamente e logo voltamos para onde eles estavam, uma fogueira já estava acesa, comemos alguns peixes que nosso pai pegou, e assamos os marshmallows que eu tanto queria 'afinal, quem não gosta de algo doce, principalmente com o paladar de uma criança' e fomos para a barraca dormir, onde fiquei na mesma que Scott enquanto nossos pais ficaram na barraca deles.

Dentro da barraca Scott estava ainda bem energético e não parava de falar sobre o nosso dia e como foi divertido, a nossa competição para ver quem subia mais alto numa árvore, o pega-pega, esconde-esconde, os animais da natureza que víamos, e principalmente de como era bom passar esse tempo em família, o que me fez dar um sorriso por ter uma família completa nessa vida, e ao mesmo tempo ficar meio melancólico pensando em Rose e como ela deve estar.

Passados alguns minutos ele acabou dormindo, e considerando o tanto que brincamos não é nenhuma surpresa, já que também sinto meu corpo pesado e minhas pálpebras pesadas que lentamente se fechavam mesmo eu lutando contra, no fim o sono acabou vencendo e dormi com um sorriso no rosto revivendo o dia de hoje.

...

...

...

Ha, ha, ha - Acordo ofegante, sentindo meu peito como se fosse explodir enquanto sinto minhas costas úmidas de suor, como se eu tivesse tido um pesadelo, atordoado procuro ao meu redor em busca de algo ou do que me acordou, pro meu azar não encontro nada, apenas Scott que dormia tranquilamente, ao olhar para fora da barraca percebo que ainda deve ser madrugada, pois está bem escuro e sem sinais de amanhecer, sendo possível ouvir o barulho de algumas corujas e sombras dançantes dos galhos de árvore, que honestamente deixavam uma sensação meio assustadora.

Lentamente começo a me acalmar, quando - Ouuuwwww! - ouço o uivo de um lobo, meu coração acelera novamente e sinto meu corpo tremer, finalmente retornando a realidade de que esse mundo é perigoso, estava tão a vontade com essa nova vida, mesmo que tenha sido apenas um dia, que quase esqueço como é a realidade.

Meu coração não quer se acalmar, e tenho medo de olhar lá fora, medo de perder a quem amo mais uma vez, medo de morrer novamente, então com o corpo trêmulo me cubro por inteiro em busca de proteção, algo instintivo, mesmo já tendo vivido uma vida inteira ainda sou uma criança nessa, não consigo me controlar tanto, já que é reflexo do próprio corpo.

A noite passou muito lentamente para mim, mas felizmente após aquele uivo não ouvi mais nada, mas não consegui pregar os olhos pelo resto da noite, meu cérebro estava pensando em diversos cenários, e em tudo que eu precisava fazer.

Quero dizer, essa foi uma segunda chance que me foi concedida, e não quero desperdiçá-la, nem me arrepender de algo, então para isso terei que dar meu melhor.

Algumas horas após o dia amanhecer, Scott acordou, tão energético quanto estava durante o dia anterior, vê-lo assim me tirou do estado de torpor e reflexão, e me trouxe uma certa paz, acho que agora entendo como ele se tornou um Alfa genuíno na série.

Ao me ver já acordado e com uma cara meio cansada, ele ri dizendo que parecia que eu tinha sido atropelado e nem sequer dormido a noite toda, dei uma risada com o comentário dele, já que ele não faz ideia do quão perto da verdade está.

Após arrumar a coberta, saímos da barraca e encontramos nossos pais já prontos, que logo disseram para nós que voltaremos para casa daqui a pouco, então para lavarmos o rosto no riacho, e guardar nossas coisas.

Rapidamente Scott e eu terminamos as tarefas e já estávamos reunidos, não antes de nosso pai me perguntar se eu estava bem, o que faz sentido já que ser um agente do FBI faz com que ele repare em coisas que outros não percebem, então ele deve ter visto que estou cansado e meio avoado ainda.

- Sim, estou, apenas dormi um pouco mal, acho que não nasci para viver na natureza - falo com um ar descontraído e rindo para dissipar suas preocupações.

Por enquanto funciona já que ele assentiu com a cabeça, mas sei que essa não é nossa primeira conversa assim e definitivamente não será a última, também notei que a nossa relação parece mais próxima do que a dele com Scott, talvez por eu ter um jeito de pensar meio parecido com o dele.

Após nos arrumarmos, entramos no carro e começamos a voltar para casa, ao longo do caminho fiquei vendo a floresta tão bela e profunda, mas que também era muito perigosa com criaturas que nem sequer consigo imaginar.

Ao chegar em casa e arrumarmos nossas coisas, fomos almoçar e descansar o resto do dia, o dia passou rapidamente, e logo fomos dormir, em minha cama ainda me recordava da noite anterior e de como esse mundo está longe de ser normal.

Após pensar até não poder mais, peguei no sono sem perceber, e ao acordar finalmente tomei uma decisão.

...

...

...

- Pai, podemos conversar, por favor?

*Continua...*

(NA: E foi isso pessoal, o capítulo do dia, o começo está meio parado, mas conforme a fanfic for avançando mais a ação irá acontecer, pretendo fazer uma fanfic de longa duração e sem pressa, para não deixar algo passar batido e para que possam aproveita-la ao máximo)

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