E é mais um dia lindo em Light City, a cidade que clareou o mundo todo e deu poderes a quase todos, o clima de hoje está agradável, e tudo parece estar normal, mas é exatamente em dias como esse que temos algumas surpresas, faz alguns dias que não converso com vocês. Foca em mim. Então da última vez que me acompanharam, estava lutando com um ladrão, e que mesmo com soro de mutação acabou perdendo e jurou vingança por seus planos terem sido arruinados. Eu vou ter a minha vingança. Obviamente que não foi assim que ele disse, mas foi o que deu pra entender. Se me dessem cem pila por cada vez que ouço isso, já teria meu PC Gamer completo faz horas, e sinceramente não gostaria que acabasse nessa jura vingativa, mas acontece que fiquei muito ocupado nessa semana, posso até contar em detalhes sobre o quê aconteceu, mas antes eu vou tomar meu café da manhã, existe uma cafeteira bem maneira e popular por aqui perto, famosa por ter nomes dos herois em seu cardápio, o meu favorito é o Constelação de energia, um capuccino reforçado na cafeína e dois muffins. Sejam bem-vindos ao Sr. Caputin. Já faz um tempo que existe essa cafeteira, mas só começou a fazer sucesso quando um heroi deu uma crítica boa, desde então tudo mudou, inclusive o nome e o letreiro, assim que entro, já sinto o aroma adocicado de café cremoso. A atendente vem com um sorriso simpático.
- Bom dia, caro heroi - ela pega o cardápio e me entrega. - Recomendamos o Especial Caputin do dia, mas sinta a vontade para escolher.
- Eu vou querer uma Constelação de energia, por favor.
- Sente-se na mesa sete - ela indicou a mesa. - Em breve vamos servi-lo.
Ele termina de atender os outros clientes e leva todas as comandas pro balcão, enquanto espero meu pedido, acho que posso aproveitar esse tempo pra atualizar vocês, depois de enfrentar o ladrão vitaminado na mutação, recebi um alerta sobre uma gangue que tava atacando a região de Kiroshi, uma área não muito favorecida da cidade, acontece que depois desbancar um esquema sujo, acabando com quase toda a gangue, os chefes dessa gangue foram dois caras que deram muito trabalho essa semana, um tem o poder de se multiplicar, enquanto o outro pode mudar a própria aparência e aparência dos outros, encontrar esses caras foi como agulha no palheiro, mas nada que uma boa investigação e uma dose de biotecnologia não de jeito, o fato é que isso ocupou muito meu tempo, tanto que mal consegui virar pra vocês e dizer.
- Iae gente, tudo bem?
- Eu estou bem - disse a atendente que tava passando, e agora olha prós lados. - Desculpa, está falando comigo?
- Claro que estou - respondo a ela sorrindo. - Estou falando com a atendente mais linda daqui.
Ela fica por um minuto em silêncio e enfim sorri.
- Muito obrigada.
Então ela diz que vai verificar se meu pedido está pronto, entra na cozinha e avisa que em alguns minutos está pronto, depois volta a atenção para os outros clientes, isso que é profissionalismo, apesar de que agora ela tá me olhando em alguns momentos, talvez eu tenha um pouco de charme, mas romance não é com esse cara, foi um sentimento que desisti quando me tornei heroi, jamais aceitaria perder qualquer pessoa, ainda mais alguém que me seja querido. Acho melhor mudar de assunto, um que seja positivo, ainda mais que agora entrou um grupo de herois, quase todos me odeiam, e entre eles está o Lition e Batedor, o Lition é difícil saber o grau de raiva que tem contra mim, já que ele não muito de conversa, mas o Batedor está entre os Top cinco herois que me odeiam, tanto que a cada minuto passado aqui é um convite pra conflito, pois isso deixei meu pedido pra viagem. E neste exato momento, percebo dois olhares sendo direcionados a mim, a atendente simpática que volte e meia me observa, enquanto o Batedor fica se dividindo entre conversar e me encarar com raiva, um olhar que passa um tom de quero te moer na porrada. Observo ele contando suas histórias altruístas, o quanto foi corajoso em diversas situações, mas a maioria dos herois são assim, o Batedor é um dos poucos que ficam se gabando por seus feitos, isso me deixa enojado, a ponto que estou evitando olhar ele, mas o orgulho dele é tamanho que só não se compara com a sua voz, tanto que sei que a história que ele tá contando agora é a de como ele ganhou seu nome de heroi. E essa todos sabem, foi notícia da semana, um heroi que caiu em um estádio, lutou contra uma criatura das trevas, depois com um taco de beisebol mandou a criatura para fora do estádio, e antes de sair do estádio, todo o público gritava em coro o nome Batedor, já cansei de ouvir ele falando, ainda bem que meu pedido chegou, já paguei e estou indo embora.
- Já vai tarde, No Hero.
No Hero, um apelido besta que me deram já faz um tempo, simplesmente ficam me zoando com isso, além de mandarem uma mensagem bem clara, a de que não importa o quê eu faça, jamais vou pertencer ao mundo deles e nem ser reconhecido como heroi na visão deles. E apesar de ser recorrente, ao ponto de não me surpreender com essa brincadeira, ainda assim machuca, esses caras me inspiraram a ser quem eu sou hoje, toda vez que escuto isso, acabo pensando em parar. Ainda assim continuo em frente, porque já salvei muitas pessoas, parar com essa jornada, significaria desistir de todos que eu ainda posso salvar, faço isso não pela glória ou reconhecimento, mas porque foi a minha decisão desde pequeno, e cada vida tem uma história, então cada uma tem valor. É isso que dá força todos os dias, esses caras podem me xingar o dia todo, a dor das palavras me faz esquecer, porém ver as pessoas me fazem lembrar, isso não é por nenhum deles. Todos vão ter que engolir o No Hero. Cheguei pra ficar, pessoal.
- Você é muito engraçado, Batidinha.
- Do quê você me chamou? - o seu semblante fica mais sério.
- Achei que estava liberado a zueira e apelidos - falei indo em direção a ele. - Além de falar de histórias enaltecendo a si próprio.
- Como você se atreve? - pergunta, já se levantando da cadeira. - Você quer levar uma surra?
O seu punho cerrado dava a certeza que a ameaça não era de boca pra fora.
- Você nem devia fazer essa ameaça em lugares assim.
- Seu filho da… - as palavras pararam, assim como o ataque que ele ia desferir.
Ele olhou em volta e percebeu as pessoas olhando assustadas.
- A gente só tá brincando - diz ele, dando o sorriso mais falso que já vi - Senta aí, parceiro.
Ele pega uma cadeira e deixa eu sentar, mas não sem antes apertar de leve meu ombro, infelizmente o leve de um super humano é forte pra alguém normal.
- Aí. Pode esquecer a carreira de massagista.
Batedor voltou a sentar e me encarou.
- Fala logo o quê você quer e cai fora.
- Só quero que saibam que eu sou um heroi também- digo a ele - Independente do vocês achem. Eu já lutei contra um feiticeiro de outra dimensão, derrotei Mentis na minha própria mente, cai do edifício mais alto do mundo.
- Que pena que não morreu.
Tratei de ignorar o comentário
- E já resolvi muitos problemas que vocês causaram.
- Já deu mim. Ninguém quer mais ouvir você ou suas histórias.
- Eu quero - Lition surpreende a todos nós ao dizer isso.
- O quê!? - diz Batedor surpreso.
- Mentis é um telepata muito poderoso, e se ele conseguiu de verdade derrotá-lo. Quero saber como fez isso.
- Isso é interessante - digo a ele.
Devo admitir que ele escolheu uma boa história, essa é uma das que eu mais me recordo detalhadamente, difícil esquecer de uma luta épica na própria cabeça, então eu vou contar pra ele e pra vocês também.
- Aqui vai um aviso para todos os telepatas - eu começo a contar - Não entrem na minha cabeça.
- Porque ela é maluca? - Batedor tentando me zoar como sempre.
- Não me lembro de ter interrompido seu falatório - disse ele. - Deixa eu contar a história.
Então onde eu estava antes de ser interrompido. Um telepata que se preze, jamais deverá tentar invadir meus pensamentos, o poderoso telepata Mentis entendeu isso bem. Entretanto para entender melhor tudo que levou a isso, devo voltar um mais no passado e apresentar certos fatos, o primeiro era que eu era um vilão, mas não porque era um cara mal, tudo fazia parte de algo bem maior do que esperavam, e agindo como um agente duplo, enganei herois e vilões, o ódio de todos foi o resultado final. Então era mais do quê óbvio que viriam até mim, mas já tinha criado um jeito de escapar e escolhido o lugar perfeito, esse plano foi dividido em três partes: forje a sua morte, consiga um barco e suma do mapa.
Admito que foi mais complicado do que esperava, mas em partes ocorreu como o planejado, a minha "morte" foi explosiva, e muitos vilões e até alguns herois comemoravam tal fato, como é bom ser tão querido, se fosse velho oeste, a recompensa por minha cabeça seria alta.
Depois desse teatro mortal, a minha longa jornada acabou num Templo nas Montanhas, onde encontrei a paz que toda pessoa deveria ter e encontrei aquele que seria um mestre pra mim, tantas coisas aprendi com seus ensinamentos, mas apesar de toda a calmaria, ainda ficava alerta de vez em quando, pois igual meu mestre dizia quando eu comentava sobre meus inimigos: "Tolo é a criatura que provoca os céus, sem esperar tempestade". E realmente essa tempestade viria, seria apenas uma questão de tempo, os meus admiradores provavelmente ainda desejavam o meu fim, e não uma possível morte, então eu me preparei ao máximo que pude, muitas vezes eu fiquei sem dormir, também realizei várias sessões que eu chamava de "Bloqueios Mentais", onde eu ficava junto com um telepata que vivia na montanha a tempos, a tarefa dele era entrar na minha mente, e por mais que parecesse impossível, o meu era de impedir que ele conseguisse, os primeiros meses foram os piores, mas não importava quantos bloqueios mentais fizesse, ainda assim ele conseguia entrar na minha cabeça. O meu presente por essas sessões, foram altas doses de dor de cabeça, mas estava determinado a continuar, os dias se passando e nenhum grande resultado, conseguia me proteger por apenas alguns minutos, então eu mudei minha tática, fiquei lendo vários livros sobre o subconsciente, memória, o funcionamento cerebral e etc. A meditação também me ajudou bastante, limpando minha mente e deixando qualquer pensamento afastado, e o único foco sendo a própria respiração.
Eu consegui fazer da minha mente um cofre fechado, dentro desse cofre só caminhos que não levariam a lugar nenhum, finalmente consegui alcançar meu objetivo e cheguei a ir mais além, a pessoa que invadia minha mente, acabou recebendo um presente que já
conhecia bem, as dores de cabeça passaram a não ser minhas, finalmente senti que estava pronto. Estava na hora de voltar, e encarar a tempestade, o mestre não gostou muito da minha decisão, mas ele entendeu minha preocupação, ficar no Templo seria um risco para as pessoas e até pra mim, um ataque surpresa poderia trazer o caos, justamente num lugar de paz.
Eu voltei a minha cidade em questão de dias, assim que cheguei ao meu destino,
todo um plano já estava esquematizado em minha mente.
- Meu criador, tem certeza que ficar no Templo não seria prudente? - perguntou Raitin.
Raitin é minha espada feita de titânio, nanotecnologia e com inteligência artificial para
finalizar, informação para aqueles que não viram a primeira parte.
- Você sabe que eu tinha que ir embora - respondi.
- Estive analisando certas possibilidades - o cabo da minha espada projetou vários
cálculos e a imagem de um local. - Tenho um plano que tem cem por cento de
chance de acabar em sucesso.
E realmente era uma ideia muito boa, mas o problema era que isso não me ajudava no passo seguinte, então decidi optar por seguir o meu plano.
- Não é uma ideia ruim, criador - disse Raitin. - O problema é que nessa as chances ficam sessenta e sete por cento para nós e trinta e três para nossos inimigos, também devo advertir que existem algumas variáveis que podem mudar isso.
- Sempre terão as variáveis - eu disse. - Mas nesse plano, as chances de conquistar a confiança dos herois é cem por cento.
E realmente conquistei essa confiança, o quê foi essencial pro meu plano, mas finalmente tá chegando o momento que muitos gostam, o momento da pancadaria. Depois de uma volta triunfal e irritar meus inimigos, um grupo de vilões se juntou para me caçar, mas eu já antecipava esse movimento.
- Achariam engraçado se dissesse que senti saudades? - brinquei.
Na minha frente havia oito pessoas com raiva de mim.
- Quero ver achar graça quando a gente matar você - um deles ameaçou.
- Eu também amo vocês - eu falei. - Oito contra uma pessoa,isso é a definição de uma
luta bem injusta.
Girei e tirei o cabo da espada, rapidamente Raitin entendeu o comando, ativando o Brilho da Noite, um comando que faz o cabo irradiar uma luz forte o bastante para cegar
temporariamente um alvo, precisei fechar os olhos e virar o rosto pra não ser afetado, os
meus inimigos não tiveram a mesma sorte, ficaram todos atordoados, os herois apareceram na mesma hora para finalizar seus adversários. Esse era o preço que paguei para receber um confiança leve, todos os inimigos sendo entregues de bandeja, mas o meu alvo era apenas um. E era fácil identificar, só precisava mirar num homem de uns trinta anos com ego inflado, que usasse jaqueta preta, roupa branca e jeans azul, e de quebra tivesse um ar de superior, somando tudo isso temos o telepata Mentis. Eu corri no meu máximo, e me joguei com tudo pra cima dele, e minha próxima parte do plano começou, uma corda com dois pesos saiu de uma loja, e deixou nós dois amarrados, em seguida fomos puxados com força em direção aquela loja, aquilo tinha sido a Corda Gancho ajudando a executar a segunda parte do plano, tinha programado para disparar assim que tivesse a uma certa distância, uns três a sete metros. A gente caiu fortemente no chão da loja, mas isso não importava, o importante era que meu alvo estava ali, a minha luta não era com oito pessoas, mas apenas uma em específico.
- Essa luta é somente entre nós - disse a Mentis.
- Mas que porra…que porra você fez com sua mente? - ele perguntou.
- Mentis, que tal você mesmo descobrir - deixei minha espada de lado e me sentei. -
Entre na minha mente. Mas eu não recomendaria.
- Você não me recomenda - ele sorriu pra mim. - Quando eu acabar com você. Tudo
que vai restar vai ser um homem babando num hospital e quase sem consciência.
- Então manda ver.
Eu fechei os olhos e esqueci de tudo em minha volta, nada de preocupações, apenas
concentrando no som da respiração. E a primeira coisa que meu adversário viu foi a
escuridão, uma grande área cheia de nada, e antes que venham dúvidas, consigo me
lembrar de tudo que aconteceu na minha mente. Voltando onde estava, aquela área não
ficou escura por muito, ao redor de meu inimigo fiz surgir várias paredes verdes, numa
velocidade absurda, e logo elas fizeram o quê eu queria. Ele ficou olhando em volta, e depois de um tempo andando por caminhos sem saída, outros que davam para o mesmo lugar, finalmente percebeu o quê eu tinha feito.
- Eu não vou ficar preso na merda de um labirinto.
Ele estalou os dedos e as paredes viraram poeira, fiquei meio surpreso, mas suspeitava que ele conseguiria. E dessa poeira eu acabei surgindo na frente dele.
- Das cinzas às cinzas e do pó ao pó.
- Não vai demorar para os outros entrarem na loja e acabar com sua raça.
- Eles tão ocupados sendo derrotados ou presos na minha armadilha - disse a ele. - Quer deixar um recado?
Sua raiva era mais que visível.
- Deve se achar muito esperto - Mentis disse - Você é um nada.
E foi quando nossa luta se iniciou, o telepata me deu um ataque de frente, mas eu defendi a tempo, então ele levitou para trás e fez surgir uma parede de ferro, mandando rapidamente em minha direção, num soco quebrei a parede como se fosse vidro, porém assim que quebrei a parede, o meu rival já estava na minha frente, o seu ataque me jogou pra longe, logo em seguida, várias lâminas surgiram no alto e caíram em minha direção, estendi minha mão pra cima e um portal se formou, ao mesmo tempo que outro surgiu, dessa forma mandei todas as lâminas de volta pro seu atacante. Várias atingiram ele, mas bastou outro estalo pra tudo ficar normal, as lâminas sumiram e nem mesmo uma gota de sangue ele tinha mais.
- Como foi que você descobriu que podia fazer isso? - perguntou Mentis.
- Eu não sei de nada - brinquei com ele. - Até parece que sei que tudo que é
impossível no mundo real, acaba sendo possível aqui. Tornando uma pessoa quase
um deus nesse em sua própria mente.
Ele começou a voar pra cima, enquanto dava as palmas mais falsas que já ouvi.
- Meus parabéns - ele falou. - Mas você só está adiando sua derrota.
Eu também comecei a voar, até ficar perto o suficiente para encará-lo, era minha vez de
atacar, talvez assim percebesse quem era o perdedor, tracei uma linha invisível no ar, e
então uma katana surgiu na minha mão. Tentei pensar na velocidade mais absurda que conseguisse, então disparei na direção do meu inimigo, a velocidade era tamanha que os primeiros ataques não deram pra ser defendidos, os primeiros ataques foram mais de cem cortes. A partir desse momento, o que se seguiu foram vários ataques e com uma gama vasta de poderes, rajadas de energia disparadas por todos os lados, tempestades, furações, tsunamis gigantescos, rochas do tamanho de montanhas que caiam de cima, muitas explosões e chegou a rolar um exército de zumbis.
A espada dava conta de tudo isso, cortando até o menor pedaço ou absorvendo energias. Acho que também é bom citar a capacidade que tínhamos de alterar a realidade, mudando de cenários e lugares sem nem precisar mexer direito, uma floresta, várias ilhas ou uma pequena cidade, qualquer cenário que pensávamos, tudo isso se formava em questão de segundos. E se eu continuasse a descrever, acho que ficariam de saco cheio, isso aqui é só uma prova para entender o quanto a luta foi épica. Entretanto quem fazia os ataques mais poderosos era ele, fiquei na defesa, esquiva e fazia ataques surpresa, mas apenas quando surgia uma oportunidade. Tudo isso fazia parte de um plano, estava me poupando ao máximo, os seus ataques já não tinha a mesma força e velocidade de antes, mas eu queria que ele se esgotasse a ponto de não conseguir criar mais nada.
- Mentis, o quê acontece? - perguntei. - Já tá cansado de brincar de deus?
- Cala a boca.
Ele mandou uma grande bola de fogo, mas a espada absorveu tudo.
- Não é feio assumir que perdeu.
- CALA ESSA MERDA DE BOCA - ele gritou.
Se ele tinha energia restante, usou tudo neste ataque, basicamente a fúria do nosso planeta veio contra mim, as tempestades, furacões, tsunamis, erosão de muitos vulcões que surgiam e vários meteoros, tudo isso na minha direção, usando super velocidade e defesa, consegui me dar bem por um tempo, mas se continuasse assim, aquele seria meu fim, então no desespero apertei o botão do foda-se e fiz uma atitude louca. A minha espada tinha absorvido muita energia, então porque não absorver mais um montão, e assim foi feito, tudo que esta vindo em minha direção se transformou em grão luminoso e foi em direção a lâmina da espada, essa já começava a ter um brilho intenso. Admito que demorou um pouco mais do quê eu gostaria pro meu rival demostrar fraqueza, mas não perdi tempo assim que percebi.
Estava na hora do troco, guardei a espada na bainha que criei e joguei uma bomba de
fumaça para distrair, e com teletransporte eu apareci atrás dele, estava com a guarda baixa, então mal deu tempo de se defender, um soco e mandei ele disparando pro alto mais rápido que um foguete, voando em sua direção, criei um prédio alto e lancei contra ele, criei um outro prédio acima e fiz ambos se chocar fortemente. Entretanto aquilo era só um aquecimento, fomos ainda mais pra cima, até eu me ver fora da Terra, estavamos no vácuo do espaço. A minha cabeça já começava a esquentar, reflexo de uma mente cansada, talvez a única coisa chata da mente é que mesmo lá você se cansa, posso comparar isso a um cara que faz exercícios e qua
