A porta do SUV blindado se fechou, isolando o som da rua e abafando a tensão eletrizante que deixamos no Promise Club. Loky, nosso motorista, já estava em movimento antes mesmo de colocar o cinto.
No banco de trás, deixei minha postura de "Rainha do Gelo" desmoronar instantaneamente.
— Ai... — reclamei, soltando a bainha da espada para segurar meu polegar direito. — Merda, isso arde.
Jun-ho, que estava checando mensagens no tablet, virou o rosto para mim. Ao ver o bico que eu estava fazendo enquanto apertava o dedo machucado, ele soltou uma daquelas risadas baixas e genuínas que sempre faziam meu estômago dar um salto.
— Eu avisei — ele comentou, sem conseguir esconder o divertimento. — "Não corte o dedo".
— Eu estava fazendo uma cena! — me defendi, irritado, mas piscando para afastar as lágrimas de ardor nos cantos dos olhos. — Precisava ser dramático. O sangue deu um toque especial, você não viu a cara da Madame Rose?
