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Chapter 37 - Parte 2: O Nascimento e o Batizado da Nova Geração

Dois meses após a noite da tempestade, as portas da ala médica da Mansão Arasaka abriram-se para celebrar a vida. Sob a supervisão dos melhores obstetras do mundo, o parto de Elena foi um sucesso absoluto de estabilidade biológica.

Os trigémeos nasceram fortes, saudáveis e com uma vitalidade impressionante: dois meninos e uma menina. Os rapazes receberam os nomes de Arthur (em homenagem ao leal mordomo da casa) e William (em homenagem ao pai de Bruce). A menina, a primeira princesa da dinastia, foi batizada de Aria. Curiosamente, todos nasceram com os mesmos olhos azuis brilhantes que ligavam toda a linhagem.

No domingo seguinte, os jardins ensolarados da mansão foram preparados por Arthur e pela Sra. Higgins para o batizado privado da nova geração. O ambiente exalava a sofisticação da aristocracia tradicional.

Sob uma tenda de linho branco, o altar familiar estava montado. Emi e William Hastings, visivelmente emocionados, seguravam os pequenos Arthur e William nos braços. Os pais de Elena, o Sr. e a Sra. Vance, seguravam a pequena Aria.

James Vance e Chloe permaneciam ao lado de Bruce e Elena como os padrinhos oficiais, exibindo sorrisos orgulhosos que raramente mostravam no mundo corporativo.

Bruce, vestindo um fato de alfaiataria impecável azul-escuro, mantinha o braço firmemente em volta da cintura de Elena, que estava radiante e recuperada num vestido de seda claro. À frente deles, na primeira fila, estavam Leo e Lucas, vestindo pequenos fatos escuros sob medida, olhando para os três bebés com um olhar de pura proteção e posse. Eles eram os irmãos mais velhos, os heróis que já haviam defendido a vida daqueles bebés antes mesmo de eles nascerem.

O sacerdote proferiu as palavras de bênção, molhando as testas dos três bebés com a água colhida das fontes sagradas da propriedade.

Após a cerimónia, os convidados recolheram-se para o banquete no salão principal. Bruce caminhou até à grande janela de vidro que dava para a baía de São Francisco. Elena aproximou-se, encostando a cabeça no seu ombro, enquanto os gémeos de dez anos se posicionavam um de cada lado do pai, observando os avós a mimarem os recém-nascidos junto à lareira.

— Nós construímos algo indestrutível, Bruce — Elena sussurrou, segurando a mão do marido.

Bruce olhou para a sua esposa, para os seus cinco filhos e para os seus pais e amigos que o ajudaram a erguer o império a partir de uma cabana de barcos abandonada. O "Olho de Vidro" operava nas cidades, os satélites vigiavam o espaço e as finanças da Arasaka moviam o mundo. Mas ali, naquele abraço familiar, o Deus da Criação havia atingido a sua obra-prima definitiva.

— O mundo lá fora pertence à Arasaka, Elena — Bruce respondeu, a sua voz grossa ecoando com uma promessa eterna enquanto apertava a mão da esposa e dos filhos. — Mas o futuro... o futuro pertence à nossa dinastia.

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